A Assembleia Nacional rejeitou, com aperto, a taxação de grandes lucros. Le Fígaro - 23-07-2022

 


Os deputados da oposição queriam estabelecer uma “taxa excepcional de 25% sobre os grandes lucros” em diferentes setores, petróleo e gás, transporte marítimo e concessionárias de autoestradas.

A Assembleia Nacional rejeitou neste sábado, com aperto, a ideia de uma taxa sobre “grandes lucros” ou “benefícios excepcionais” de grandes multinacionais de transporte de mercadores ou petroleiros, apesar dos protestos da esquerda e da RN.


A votação foi apertada (96 a favor, 114 contra), para rejeitar as emendas principalmente provenientes das fileiras da aliança de esquerda NUPES e da Renovação Nacional. Quatro deputados da maioria se abstiveram, entre os quais Sascha Houilié e Caroline Janvier, que haviam defendido, a princípio, esta taxa. Um de seus colegas do Horizontes votou a favor.


O ministro da economia Bruno Le Marie criticou a taxa, “com ênfase ideológica”, segundo ele, e saudou os gestos oportunos de TotalEnergies e da CMA CGM. Os gigantes da energia e do transporta marítimo propusera na sexta feira uma redução da bomba de vinte centímetros por uma e uma redução das taxas de frete de 750 euros para contêineres de quarenta pés de altura para outra.

Os deputados da maioria tinham apresentado as emendas para propor essa taxa retirada em sequência aos anúncios das duas gigantes internacionais. A maioria pôde contar com o apoio dos Republicanos no texto. “Nosso ADN, é de taxar menos”, declarou Véronique Louwagie. “Sim, a pressão da Assembleia Nacional sobre a Total e a CMA CGM foi eficaz e eu agradeço a todos os parlamentares e todas as bancadas”, está contente Bruno Le Marie por quem a contribuição voluntária dos dois grupos renderá “mais dinheiro aos franceses”.

As palavras enfureceram a esquerda “O povo francês está quase a sofrer, enquanto a Total está quase a lucrar” disse a chefe dos Insubmissos Mathilde Panot. “Vocês se recusam uma medida legítima e que espalha em todos nós” declarou a socialista Christine Pires Beaune, citando o caso da Espanha, Reino Unido e Itália que adotaram taxas excepcionais aos grandes lucros. “Foi um tempo, neste hemiciclo no começo da terceira república onde os grandes patrões sentavam para defender seus interesses, isso tinha o mérito e a transparência, agora eles são ministros” atacou Jean-Phillipe Tanguy, falando de “um número indecente” entre “lobistas e a defesa do macronismo”. “O único lobista aqui sou eu” caçoou Bruno Le Marie.

Retirado do Le Fígaro - 23-07-2022 <https://www.lefigaro.fr/conjoncture/l-assemblee-nationale-rejette-de-peu-une-taxe-sur-les-superprofits-20220723> Acesso em 23-07-2022 às 17h12

Traduzido do francês por Bruno Yudi Tamaki Inoue

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